Superioridade Aérea na Coréia

Após a Rússia detonar uma bomba nuclear a prioridade no orçamento passou para os bombardeiros de longo alcance. A segunda prioridade eram os caças para defender contra os bombardeiros russos. Não investiam em caça-bombardeiros leves e médios e nem em caça de longo alcance. A estrutura estava inapropriada para Coréia. O alcance dos caças era bem menor que os da Segunda Guerra Mundial. A superioridade aérea acabou sendo ganha em terra conquistando bases avançadas enquanto os comunistas não conseguiram usar suas bases avançadas. No ar os pilotos conseguiram anular a superioridade numérica com treinamento. Os chineses não podiam ter superioridade aérea e tinham que proteger suas tropas com ocultação, camuflagem e dispersão. Operavam mais a noite. 

Após a invasão chinesa os pilotos de F-51 e F-80 voando no norte perceberam que estavam em desvantagem contra os MiG-15 comunistas. A Superioridade Aérea conseguida no início do conflito parecia ameaçada assim como as operações de CAS e AI. Logo tiveram que enviar caças F-86A Sabre e F-84 Thunderchief para o TO, mas a experiência mostrou que o F-84 era inferior aos MiGs. 

Os F-80C eram inadequados para fazer escoltas devido a limitação na autonomia. Se os B-29 demorassem teriam que ir embora. Só continuaram sendo usados pois inicialmente os F-86 eram poucos.

Após seis meses sendo golpeada, a China limitou suas operações ar-ar em uma região restrita no noroeste apelidado de "Mig Alley" onde ocorreram a maioria dos combates aéreos. As vezes os MiGs iam abaixo de Pyongyang e raramente onde a US Navy e o USMC operavam. A FEAF dava conta sozinha na maioria das vezes. Os dois lados tinham "santuários" no local sendo o da China a Manchúria e os americanos tinham o Japão. Os MiGs saiam do santuário a 30 mil pés, mergulhavam e fugiam para os santuários novamente. Tentavam pegar os Sabres que estavam no fim da patrulha com pouco combustível.  Os pilotos voando na fronteira viam os MiGs decolando na China e não podiam fazer nada. 

Após os MiGs aparecerem os Sabres foram deslocados para a região. Em março de 1951 eram cinco esquadrões de Sabre. Os F-86 estavam limitados em quantidade pois a prioridade era defender os EUA. De 137 Alas da USAF, apenas 17 foram usadas na Coréia. Temiam que a guerra fosse um engodo para deslocar tropas da Europa para a região e iniciar uma guerra na Europa.

No inicio da guerra a China tinha cerca de 650 aeronaves incluindo 250 jatos, 175 caça-bombardeiros e 150 bombardeiros bimotores. A frota aumentou para cerca de 1.000 caças a jato com ajuda da Rússia. Os russos também tinham 400-500 caça prontos para usar na Coréia próximos a fronteira. 

No fim de junho de 1951 havia mais de 440 MiGs na China contra 44 F-86A, mas no céu os Sabres tinham uma vantagem de 12x1 nos kill. A disponibilidade dos Sabres era baixa e no fim de 1951 tiveram que enviar outra Ala, mas também com metade voando. A superioridade numérica dos MiGs era de 500 x 71 no fim de 1951 e 700 x 150 no resto do ano. No ar conseguiram superioridade numérica de pelo menos 2 x 1 para os MiGs com vantagem nos engajamentos. No número total os Sabres voaram 74 mil saídas e os MiGs 85 mil.

A principal vantagem dos MiGs era o teto mais alto. Voando mais alto os MiGs podiam controlar o engajamento. Os MiGs subiam mais rápido e tinham uma melhor razão peso/potência, mas era menos manobráveis e com menor alcance.  Os MiGs tinham vantagem de apoio de radares em terra (Ground Control Interception - CGI) enquanto Sabre tinham pouco apoio externo.

Os MiGs tinham a iniciativa e os Sabres ficavam na reação com as BARCAP. Chegavam quatro caças a cada 5 minutos e ficavam 20 minutos no local devido ao curto alcance. Voavam a Mach 0.62 para economizar combustível e ficavam em desvantagem. Tiveram que aumentar a velocidade para Mach 0.85. As patrulhas passaram para 16 aeronaves, em quatro esquadrilhas chegando cada uma em intervalos de 5 minutos em altitudes diferentes. Esta tática também foi usado no Golfo para proteger as tropas em terra. Usavam a formação "fingerfour" com o líder coberto pelo Ala.  

Sabres voavam em formação de esquadrilha (quatro aeronaves) ou elemento (dois caças). As aeronaves numero 2 e 4 cobriam seus lideres voando distante (loose), com uma dupla cobrindo a outra. Se o Ala voa próximo do Líder só consegue ficar olhando o líder. Em combate acabavam se separando. Se o inimigo for atacar será provavelmente por trás ou pelo sol e é onde o Ala deve ficar olhando a maior parte do tempo, enquanto manobra e acompanha o líder.

O Ala está mais susceptível a ataques que o líder por três razões. É o mais próximo para ser atacado, precisa de liberação do líder para atacar, principalmente quando o líder está atacando, e a competência do líder pois os maus lideres perdem mais Alas que os bons. Bons Alas gostam de escolher seus lideres e odeiam os "MiG-hungry" que não ligam com os Alas ou os usam como isca quando pedem para o Ala voar mais baixo servindo de isca para atacar quem os atacam. Resumindo, um bom Ala não deve nunca perder o líder de vista e ter disciplina para não abandonar o líder e ir atrás de um alvo de oportunidade. É um trabalho difícil pois só tem chances de atacar se o líder ficar sem munição. 

Os MiGs tinham vantagem tática por poder subir mais rápido e mais alto que sabe. Podiam atacar de cima e fugir se estivesse em desvantagem. O raio de curva era menor, mas sem roupa "g" ficavam limitados. 

Os MiGs eram bem protegidos, com tanque auto-selante, vidro blindado e boa blindagem atrás do piloto. Era normal voltar para base com 40-50 tiros. A metralhadora 12,7mm dos Sabres eram fracas contra os MiGs. O primeiro kill foram com cerca de 1.000 tiros até derrubar. 

O poder de fogo dos Mig também era bem maior com dois canhões de 23 mm e um de 37 mm, otimizados mais contra bombardeiros. Os pilotos de Sabre queriam ser armados com quatro canhões de 20 mm, mas a fumaça dos disparos atrapalhava o funcionamento dos motores. Os Sabres tinham que chegar mais perto para conseguir mais acertos e era frustrante para os pilotos atingir o alvo e depois ver subir fugindo. As metralhadoras 12,7 mm dos Sabres mostraram ser ineficazes contra alvos a mais de 300 metros de distâncias. Os jatos eram menos vulneráveis que as aeronaves a hélice e o combustível que usavam eram menos voláteis deixando a munição perfurante-incendiaria (API) sem utilidade.

O programa Gun-Val em maio de 1953 testou armamento pesado no Sabre. Oito caças F-86F foram equipados com quatro canhões de 20 mm. O alcance e a potencia do impacto aumentou, mas o tempo de tiro diminuiu de 15 segundos para 4,6 segundos por levar menos munição. O conjunto era 230lb mais pesado e para piorar os gases do disparo provocavam stall compressor e dois caças caíram por isso. Foi proposto a instalação de defletores e só disparar dois canhões de cada vez para dobrar o tempo de tiro. O resultado final foi seis kill em 284 missões, mas usaram pilotos veteranos na avaliação e podiam escolher a hora da missão para ter mais chances de ter combate e encontrava MiGs em metade das missões contra uma média de 1/3 no geral. A conclusão foi que o arranjo com canhão era 2,8 vezes mais letal mas não tanto mais efetivo. O canhão só foi instalado na versão F-86H que não entrou em combate na Coréia.

O Sabre tinha um radar de telemetria ajustando a mira enquanto no Mig era manual. A mira computadorizada induzia o disparo a longa distância, erravam e avisavam o inimigo. Outro problema é que foram projetadas para atacar bombardeiros lentos e mostraram ser muito sensíveis contra caças. A mira sofria muita pane e alguns pilotos usavam traçantes que também alertava os MiGs. Nos últimos meses eram 13% de panes nas saídas. Eram 100kg de peso morto para os veteranos. Os veteranos podiam ter boa pontaria devido a experiência, mas os novatos se davam melhor com mira. A razão de acerto era o dobro de mira fixa entre os novatos que gostavam de usar e foi ordenado melhorar o sistema. A metralhadora tinha curto alcance e no futuro as armas teriam maior alcance e teriam que manter o radar. 

Os encontros eram frequentes, mas os combates eram relativamente poucos. Os pilotos tentavam levar o combate para onde tinham vantagem. Após a primeira passada os MiGs subiam e os Sabre desciam para onde tinham um melhor envelope de vôo. Os Sabres vencia os MiGs na vertical acima de 30 mil pés. O Mig era melhor acima de 35 mil, tinha pouca vantagem acima de 25 mil e era igual abaixo de 20 mil. Os F-86F tinha uma asa que dava um melhor desempenho geral e foi instalada nas versões anteriores, mas piorava o pouso, mas guerra não era vencida no padrão de trafego. 

O Sabre tinham a mesma potencia, mas o Mig era 25% mais leve. Foram testados varias modificações para aumentar a potência do motor do Sabre, mas todas aumentavam o desgaste do motor. Em 1952 testaram foguetes auxiliares de decolagem tipo JATO em seis F-86. O peso era de 600lb antes de usar e 450lb depois de usado e com pouco resultado.  

Sabre era mais rápido voando alto, tinha maior alcance, mergulhava mais rápido e tinha melhor visibilidade. O Sabre era bem mais fácil de pilotar com os Mig sendo mais pesados nos controles. MiGs capturados foram testados e os acharam que era traiçoeiro.

Mesmo com superioridade numérica e melhores caças, no fim a habilidade era o mais importante com os pilotos americanos conseguindo superioridade. Eram poucos pilotos conseguindo a maioria dos kill. Os pilotos americanos consideravam os comunistas maus pilotos e taticamente medíocres.

No inicio havia muitos veteranos americanos, mas depois de completarem 100 missões eram muitos novatos nos esquadrões. No fim de 1952 passaram a ter mais vantagem contra os MiGs junto com a retirada de unidades russas veteranas da Segunda Guerra Mundial. 

No inicio era notado que poucos MiGs engajavam enquanto os outros voavam alto observando. Depois mergulhavam e atacavam. O ciclo se repetia e descobriram que a base aérea de Antung era uma escola de caça e a maioria dos pilotos eram estudantes. Em 1953 não sobrou mais instrutores e os novatos lutavam sozinhos com um péssimo resultado. Nos últimos três meses da guerra foram 164 vitórias contra quatro perdas ou 41x1. Foram 10% de todos os combates aéreos conseguindo 20% de vitórias com 5% das perdas.

Os pilotos comunistas eram apelidados de "tyros" e "ronchos". Os "tyros" eram os pilotos ruins, geralmente chineses e coreanos mal treinados enquanto os "honchos" eram os bons pilotos, geralmente instrutores, soviéticos ou veteranos. Outros pilotos dos países do Pacto de Varsóvia também atuaram no conflito para ganhar experiência. Os pilotos russos sofreram propaganda contra americanos sendo doutrinados que a ONU que invadiu a Coréia do Norte e atacavam com barbaridade a população, então estava motivados para lutar. 

Os pilotos russos eram menos experiente, mas o objetivo era parar os bombardeiros e evitavam confronto com os Sabre. Eram voluntários e sabiam o que esperavam. Os novatos substituíam os veteranos e repetiam os mesmos erros. A experiência transmitida era só oral. Os americanos substituíam pessoal e não o esquadrão com veteranos e novatos voando juntos. Os russos não tinham mentalidade de atacar a causa do problema, só substituíam. O segundo grupo de russos já tinha mais veteranos da Segunda Guerra Mundial. 

Os russos viam a guerra como local de treinamentos. Para a USAF o treinamento no extremo oposto do espectro sendo mais metódica no treinamento dos seus pilotos. Os comunistas simplesmente trocavam unidades sem experiência nenhuma e mostrou que a experiência era chave para a sobrevivência. Os pilotos americanos só viravam líder de esquadrilha após 75 missões. Nos últimos seis meses da guerra 1/3 tempo dos vôos era de treinamento sendo que a precisão na pontaria era alta e diminuiu as perdas. 

Nenhum piloto russo foi capturado. Em uma ocasião chamaram helicópteros para resgatar um piloto, supostamente russo, que caiu no mar. Logo chegaram quatro MiGs atacando os Sabres e depois mais quatro MiGs que metralharam o piloto na água.

Os pilotos americanos veteranos da Segunda Guerra Mundial foram chamados sem querer ira para a guerra. Vários não se adaptaram aos jatos. O Ás Grabeski fazia mira com uma goma de mascar presa no pára-brisa enquanto os mais jovens usavam a mira radar sem problemas. 

Ser Ás era bom para levantar o moral e também para as tripulações em terra. O tratamento equivalia a ter medalha de honra. Os pilotos até quebravam regras e iam atrás de MiGs na China, mas escondiam os kill para não serem punidos. Os filmes dos "guncam" de MiGs derrubados na China eram destruídos e falsificavam a localização dos kill. Os pilotos cruzavam a fronteira mas não atacavam MiGs nas bases aéreas.

Logo nos primeiros encontros com os MiGs perceberam que atacavam em grupos de quatro e não um de cada vez como ocidente. Em setembro de 1951 os Chineses iniciaram as táticas tipo "bandid train" atacando em bandos de até 100 MiGs, quando queriam, mergulhado nas CAP da USAF, mas a qualidade do pilotos diminuía pois eram poucos russos no total. Os pilotos da FEAF até que gostavam de lutar em inferioridade pois tudo era Mig e podiam disparar sem medo. A probabilidade de fogo amigo era alta pois os caças eram todos parecidos.

Os MiGs defendiam os alvos com um par voando alto contra as escoltas e outro par voando baixo contra os caça-bombardeiros. Alguns pilotos preferiam atacar bem baixo usando o terreno contra os caça-bombardeiros. Outros preferiam ataque de surpresa tipo mergulha-e-foge. Podiam ter grupos de reserva para chamar se necessário.

Os MiGs evitavam combate pois seu objetivo era defender os alvos e a ameaça principal eram os bombardeiros e caça-bombardeiros. Com grandes perdas de B-29 para os MiGs em outubro de 1951 tiveram que operar só a noite. Os B-29 mostram ser incapazes de se defender contra os MiGs mesmo com escoltas que estavam sempre superados em numero. Os MiGs mergulhavam, faziam passagem de tiro e fugiam em mergulhavam, como os Me-262 contra os B-17 na Segunda Guerra Mundial. A reação dos chineses foi usar caças noturnos mais para o fim da guerra contra os B-29. 

As táticas desenvolvidas em tempo de paz nem sempre sobrevivem ao combate. Tiveram que revisar para se acomodar as situações locais. Com a ameaça dos MiGs os B-29 tiveram que voar só a noite. Para melhorar a precisão usavam o SHORAN a noite. A reação foi usar luzes de busca controlada por radar para auxiliar a pontaria da artilharia antiaérea. A reação foi pintar a parte inferior de dos bombardeiros de preto, lançar chaff e e equipar os bombardeiros com jamming. 

Os F-51 também escoltaram os B-29 no norte. Levavam tanque externo e um tanque de Napalm para procurar e atacar alvos na volta. O tanque extra deixava difícil manobrar e podia não alijar. Achavam ridícula a idéia de usar so F-51 contra MiGs, mas ordens eram ordens. Os Mustangs continuaram fazendo CAP no "Mig Alley", mas era para fazer RESCAP se necessário pois eram os únicos com autonomia para a missão. Em novembro de 1950 os T-6 Mosquito passaram a ser incomodados pelos Yaks. Caças Mustangs operando próximos salvaram. O Yaks eram mais manobráveis mas não tinham muito sucesso. Os MiGs faziam "io-io" para atacar ou fugir. Inicialmente os Mustangs tiveram vantagem contra os MiGs, mas os MiGs queriam era forçar os caça-bombardeiros a alijar a cargas de bombas.  

Os EUA criaram equipes para tentar pegar um MiG-15. Um Mig foi visto caído em terra e uma equipe foi levada para o local em 17 de abril de 1951 para pegar peças. A equipe incluía tropas dos Rangers coreanos para proteção. Foram de helicópteros H-19 com escolta de Mustang. Pegaram pedaços do motor e da cauda para examinar.

Os caças noturnos F4U-N5 era difícil de operar pois o piloto tinha que operar o radar e pilotar ao mesmo tempo. O F7F tinha dois operadores o que facilitava a navegação e a operação do rádio e radar. No verão de 1952 iniciaram as operações dos F3D-2 Skynight do USMC para CAP noturno (NCAP) para os B-29 substituindo os F7 Tigercat e Corsair. O primeiro kill foi no dia 2 de novembro de 1952. Eram oito aeronaves nas missões de escolta devido ao alcance limitado. Um par escoltava até IP, outro do IP até alvo, outro no alvo e outros de volta. As perdas dos B-29 diminuíram após usarem estas táticas. 

Mais para o fim da guerra passaram a usar os F-94B também no norte. Os F-94B e F3D-2 tinham a vantagem do radar e a simples aparição fazia os MiGs fugirem. No fim da guerra a China tentou táticas contra as CAP noturna de F3D. Quatro MiG-15 decolavam. Um voava mais alto e ficava de costa para F3D para ser interceptado. Os outros voavam embaixo tentando escapar dos radares americanos. Testavam fazer um sanduíche com os três atacando por trás sem muito alerta e ainda tentavam jamear as comunicações aliadas para evitar avisarem os F-3D.

A US Navy se preocupava muito com as ameaças aéreas contra seus navios. A TF-77 operavam bem dentro do alcance de aeronaves baseadas em terra como os IL-28, MiGs e Yaks. Estavam ameaçados por ataques coordenados que nunca aconteceram. Os poucos encontros assustaram em muito os navios. 

Os radares de busca da época como o SPS-6B podia detectar um B-29 a 180 milhas voando a 20 mil pés. Já um caça tinha 75% de ser detectado a 35 milhas. A Doutrina citava que o alvo tinha que ser interceptado a 25 milhas com o processo levando ao disparo a 10 milhas. Se não for derrubado o interceptador tinha que deixar o resto para a artilharia antiaérea dos navios. Um problema era a velocidade das aeronaves da época. Um Tu-4 (copia russa do B-29) voando a 350 MPH, tinha que ser detectado a 84 milhas para ser engajado por um Corsair ou a 78 milhas para ser interceptado pelos Panther. Um MiG-15 ou Il-28 tinha que ser interceptado a 150 milhas para os Panther terem chances de atacar. Os radares em terra tinham os mesmos problemas. Os caças mais rápidos só apareceram depois do fim da guerra para diminuir o tempo de reação. O resultado foi o inicio do desenvolvimento dos caças F-8 Crusader e do F-4 Phantom em 1953.

Os sistemas de IFF (Identificação Amigo-Inimigo) era outro problema. O sistema Mark X ainda dava alertas faltos e todos os contatos não podiam ser considerados como inimigos. Isso era um problema pois a TF-77 estava cercado de inimigos nos três lados. 

Na frente de batalha não foram ameaçados o suficiente para atrapalhar as operações de CAS. Quem mais ameaçou a superioridade aérea da ONU foi o Exército da Coréia do Norte e Chinês que forçou a retirada de bases avançadas para o sul e até o Japão. Os vôos demoraram e atrasavam as missões de CAS. Os jatos tiveram que usar tanques Misawa trocando carga por combustível. 

A guerra mostrou a necessidade de novas tecnologias, cobertura radar, armas, aeronaves, identificação e capacidade noturna. Mesmo assim achavam que a guerra era uma anomalia e não armaram os próximos caças com canhões. Os bombardeiros e caças da década de 50 foram feitos para a guerra nuclear e no Vietnã este esforço mostrou ser inefetivo e contra produtivo.

Ataques as Bases Aéreas

Os ataques aéreos iniciais contra a Coréia do Norte foram contra bases aéreas. A Coréia do Norte tinha 170 aeronaves na época sendo 62 IL-10 e 70 caças Yak3. A maioria operada de Pyongyang  e Yonpo. Não sabiam é que em duas semanas a maioria estaria destruída no chão e suas bases seriam perfuradas de uma ponta a outra, na maioria das vezes pelos F-51 e F-80. 

No primeiro dia da Guerra a Coréia do Norte atacou a base Aérea de Kimpo em Seul as 17 horas danificando um C-54 com dois Yak. Outros quatro atacaram aeronaves da Coréia no aeroporto municipal da cidade destruindo sete de 10 T-6 no local destruindo praticamente o que era a Força Aérea da Coréia do Sul. Duas horas depois outros seis Yak atacaram o C-54 danificado em Kimpo terminando o trabalho. Os outros T-6 que sobreviveram relatam ter destruídos carros de combate T-34 que amedrontavam as tropas, mas parece pouco provável devido a potencia baixa dos seus foguetes de 2,5 polegadas. A munição acabou em três dias e depois lançaram panfletos para a população civil. 

No dia 28 os Yak atacaram Suwon destruindo um B-26 e um F-82 em terra. A base foi metralhada novamente nos dois dias seguintes sem achar alvos. A FEAF logo autorizou ataques contra as Força Aérea da Coréia do Norte em qualquer lugar para evitar voar em qualquer lugar. No dia 29 atacaram base aérea em Pyongyang, mas os Yak continuaram a metralhar Swoan em outras ocasiões sem sucesso até parar as operações aéreas. No norte os comunistas conseguiram kills contra os B-29 e B-26, além de algumas aeronaves de observação L-5. 

No dia 19 de julho de 1950 um RF-80 fotografou a base de Pyongyang e as fotos mostraram 25 aeronaves nas arvores nos limites da base. Foram lançados sete F-80 de Itazuke para atacar e encontraram as aeronaves no local e metralharam 14. No dia seguinte os B-29 atacaram a pista de pouso.  

As 34 bases aéreas abaixo do Yalu eram atacadas constantemente. Os russos atuavam depois de três bases na Manchúria. Nos três últimos dias da guerra os ataques aéreos se concentraram contra as bases aéreas para evitar que os chineses tivessem aeronaves ao sul do Yalu na época do cessar fogo ser assinado. Assim não poderiam manter as aeronaves após o cessar fogo com as regras que manteriam as forças no local. Em uma missão foram 48 F-86F Sabres decolando juntos contra a base aérea em Sinuiju. Os MiGs logo decolavam e fugiam para a China quando percebiam os ataque chegando. 

"Furar" bases aéreas era chamado de "post-holing". Eram usadas bombas de 500lb com espoleta de atraso de até 12 horas para atrapalhar as unidades de reparos e criar pânico nas equipes. Os pilotos estudavam as posições de artilharia antiaérea nas bases aéreas para tentar mergulhar abaixo delas pois não atiravam para baixo. Atacavam em mergulho e fugiam abaixo da artilharia antiaérea. 

Quem mais ameaçou a superioridade aérea da ONU foi o Exército da Coréia do Norte que forçou a retirada de bases avançadas para o sul e até o Japão. Os vôos demoraram e atrasavam as missões de CAS. Os jatos tiveram que usar tanques Misawa. O conflito mostrou a necessidade de bases avançadas para o caso de só ter aeronaves de curto alcance. As bases avançadas viraram a chave para conseguir superioridade aérea. Havia um ciclo de caças conseguindo superioridade aérea no campo de batalha; tropas em terra apoiadas por caças avançam; as tropas avançadas tomavam bases ou constroem sendo apoiadas pelo ar; tropas em terra protegem as bases aéreas, e os caças deslocavam para a frente; e reiniciam o ciclo.
Devido ao alcance limitado dos MiGs a China iniciou a construção de bases avançadas, mas foram detectadas e logo atacados pelos B-29 escoltados por F-86 entre setembro e outubro de 1951.

Em junho de 1951 a Coréia do Norte iniciou os vôos de incomodação noturna com aeronaves leves, geralmente os Po-2 lançando morteiros, sendo conhecidos como "Bedcheck Charlies". Na Segunda Guerra os russos já usavam mulheres, chamadas "Night Witches", contra os nazistas neste tipo de missão. Os japoneses também faziam incomodação noturna, ou "washing machine Charlie", no Pacífico.
 
Os Po-2 voavam a menos 180 km/h e muito baixo sendo difíceis de detectar e interceptar. Eram feitos de lona e madeira sendo difíceis de detectar por radar. Até piloto ruim conseguia evitar ser atacado. Os alvos principais eram as bases aéreas na Coréia.

Os F4U-5N Corsair, F7F-3N Tigercat e F-94B Starsafire, com radar de interceptação, eram usados para interceptar os Po-2. Um F-94B caiu enquanto tentava atacar um Po-2. Um B-26 foi direcionado para interceptar um Po-2 perseguindo a aeronave por 10 minutos que conseguiu escapar. Depois foi visto em um rio que deixou bem visível devido a lua cheia e foi logo derrubado. Um piloto de Corsair conseguiu cinco kills contra os "bedcheck charlies" a noite. Outra contramedida era atacar as pequenas pistas de grama de onde poderiam operar. As bombas podia ter atraso de até 12 horas para atrasar os reparos. 

As bases aéreas da ONU na Coréia tinham proteção parcial com barricadas e aeronaves camufladas. Parece ter surtido efetivo pois poucos foram danificados pelos ataques noturnos dos Po-2. No dia 28 de novembro de 1950 atacar a base aérea de Pyongyang recém tomada e 11 Mustang deslocados para o local foram danificados sendo três com grandes danos. No dia 17 de junho de 1951, um Po-2 lançou um par de bombas de 25 lb e destruiu um F-86 e danificou outros oito em Swong. Em dezembro de 1952 passaram a usar também os treinadores Yak-18 lançando bombas da cabina traseira. No dia 23 de abril de 1953, vários Po2, Yak18 e La-11 destruíram cinco RF-80 em Kimpo.

Reconhecimento Tático

Após a Segunda Guerra Mundial não se tinha muita informação sobre a Coréia do Norte. A solução foi enviar aeronaves de reconhecimento aéreo. Em operações fluidas e de movimento rápido, reconhecimento visual e fotográfico são prioridade máxima. As fotos têm que ser processadas e disseminadas rapidamente, mas não estavam preparados. O US Army nem tinha os técnicos necessários para interpretar as fotos. A Doutrina citava que a FEAF deveria ter dois esquadrões de reconhecimento visual e um de reconhecimento fotográfico, diurnos, operando a frente do exército. 

Quando iniciou o conflito na Coréia havia 25 aeronaves RF-80 de reconhecimento tático na FEAF. Era uma força pequena para a missão. Tiravam foto das tropas invasoras pois a ONU não tinha noção do que estava acontecendo e era missão dos RF-80 coletar inteligência. A primeira missão foram fotos ao redor de Seul. As fotos foram usadas para planejar os ataques aéreos posteriores. A missão era tão importante que os RF-80 tinham prioridade de peças de reposição e aeronaves de reposição em relação aos F-80. Os RF-80 fotografaram a área ao redor de Inchon para calcular marés e posições tropas. Foram 2.000 mil foto disseminadas para todos os serviços. 

Durante o conflito a inteligência de imagem (reconhecimento fotográfico) usada para analisar as intenções inimigas, situação do inimigo, atividade em alguns alvos, ameaças (como alvos de oportunidades, topografia, movimento de tropas e suprimentos, e esforço de construção), e designação de alvos e avaliação de danos de batalha. O objetivo era estar a um passo a frente dos comunistas. Nas 10 primeiras semanas o inimigo tomou conta das estradas. Eram quatro vias principais de suprimentos cobertas pelo reconhecimento fotográfico. 

A FEAF tinha o esquadrão 31th SRS com os RB-29 e o 8th TRS com os RF-80 e um laboratório fotográfico. Os RB-29 eram limitados pela altitude e os RF-80 pelo curto alcance. Pediram os RF-51, mas aceitaram os RF-80 com tanques extras Misawa. Pediram também para enviar o 162th TRS com os RB-26C Invader para reconhecimento a média altitude. Ainda eram insuficientes e os esquadrões de caça precisaram fazer o próprio reconhecimento ou trabalhar com os FAC para aquisição de alvos, mas os caçadores não eram treinados para a missão e nem faziam a tarefa direito enquanto atacavam alvos. As câmeras de ataque geralmente não funcionavam ou geravam imagens de má qualidade. Então enviaram os RF-51D para reconhecimento a baixa altitude. 

O 8th TRS com RF-80 e o 12 TRS com os RB-26 chegaram em Taegu em outubro de 1950. Em novembro foi criado 45 TRS com os RF-51 que recebeu suas aeronaves no fim de dezembro.  

Em fevereiro de 1951 foi criado a Ala de Reconhecimento reforçada 67th TRW com aeronaves RB-26, RF-80 e RF-51. O 12th TRS foi renomeado 15th TRS ficando responsável por cobrir as bases aéreas e linhas de comunicações, apoiando o US Army e a USAF. O 12th TRS operaria só a noite e o 45th TRS operaria a frente do US Army, familiarizado-se com o terreno e encontrando alvos e mudanças movimentos e posições de tropas. Só no fim de 1951 os meios de reconhecimento eram suficientes para apoiar operações, mas frente paralisou.

Os RF-51 do 15th TRS faziam reconhecimento fotográfico e visual da linha frente e linhas de comunicações a até 80 km da frente. Os RF-80 do 45th TRS cobriam as bases aéreas e as linhas de comunicações de dia, de 80 km até a fronteira como a China. Os RB-26 do 12th TRS fazia o mesmo a noite em toda a Coréia. No dia 9 de novembro de 1950 um RB-29 foi derrubado, mas com um artilheiro derrubando um MiG-15. Depois só os RF-80 foram para o Yalu. 

Os RF-51D iniciaram suas operações no dia 29 de dezembro de 1950. No dia 15 passaram a voar sozinhos para aumentar a área de cobertura. Os pilotos não gostaram de voar bem baixo sem cobertura voando no alto. Se derrubados as chances de chamar RESCAP seriam praticamente nulas. A  maioria das perdas dos RF-51 era fora do alcance do rádio e radar e não sabiam o que aconteceu. No dia 15 de abril voltaram a voar com cobertura devido ao aumento da artilharia antiaérea. Com as perdas de RF-51 passaram a operar com um F-51 na cobertura do RF-51 voando baixo. Um Mustang fotografou todo o trajeto de uma ferrovia durante 5 horas e meia a baixa altitude com fogo de armas leves o atacando. 

Uma vantagem dos RF-51 era a autonomia podendo esperar para tirar foto ou ir a qualquer lugar. Com estavam armados com metralhadoras podiam atacar alguns tipos de alvos sem chamar apoio e se defender. Os pilotos gostavam de atirar de volta contra a artilharia antiaérea. Os pilotos eram veteranos e um piloto de RF-51D derrubou sete caças japoneses em uma missão na Segunda Guerra Mundial. 

Em fevereiro de 1950 iniciaram as missões "Circle-10". Os RF-51 observavam uma área de raio de 10 milhas diariamente. O piloto era sempre o mesmo e se familiarizava com o terreno. Com o tempo qualquer mudança podia ser percebida como a camuflagem. Mesmo bem camuflados eram fáceis de detectar com olhos bem treinados. Depois chamavam os F-80 e F-84 para atacar. Era uma missão efetiva com os pilotos observando a área por horas e até podia atacar com suas metralhadoras. Os pilotos de caça gostavam do trabalho dos RF-51 pois se chamavam para atacar um alvo é por ser um alvo de valor e não se exporiam a artilharia antiaérea inutilmente. Nem precisavam gastar tempo e combustível pois iam direto para o local onde operavam pois passavas as coordenadas corretamente. 

Em março de 1951 o 45th TRS passou a operar logo de manhã e as vezes a noite, nas missões Circle-10 após detectarem alvos. Depois chamavam os F-80 e F-84. Outra variação era calcular a posição de comboios detectados a noite pelos B-26 baseados em uma velocidade de 10 milhas por hora e determinavam sua futura posição de esconderijo de dia. Depois cobriam um circulo de 10 milhas ao redor, por isso chamado "circle-10". 

A Ala 35 FIG também passou a realizar missões semelhantes ao Circle-10 dos RF-51. Os pilotos tinham áreas especificas para atuar. Cada esquadrão recebia uma área que era dividia em quatro e passada par cada uma das quatro esquadrilhas cobrirem. Com o passar do tempo passavam a descobrirem cada vez mais alvos na região. Um exemplo era novo cômodo em uma casa que podia ser um veiculo camuflado. Após um piloto ser derrubado em uma missão de reconhecimento armado a baixa altitude não deixaram mais levar Napalm. Se derrubado o Napalm queimava facilmente. Os inimigos passaram a esperar os vôos e tiveram que mudar a hora do vôo e rota de chegada diariamente. Depois de chegarem no local a artilharia antiaérea não atirava pois sabiam qual seria a reação se o alvo não estivesse bem posicionado. 

A aeronave realizava a missão voando baixo entre 100-300 pés em potência econômica. Inicialmente a operação era feita com uma aeronave, mas a ameaça da artilharia antiaérea e MiGs forçaram voarem em dupla a partir de abril de 1951. Enquanto um varre o solo a procura dos alvos a outra fazia "top cover" fazendo cobertura voando mais alto a 500 a 1000 pés ou mais. Com os danos aumentado os chineses passaram a levar artilharia antiaérea com os caminhões. O Mustang voavam muito baixo e a artilharia antiaérea forçou a voar em esquadrilhas de quatro Mustang com cada um em uma altitude procurando a artilharia antiaérea. Com o aumento da artilharia antiaérea passaram a voar a 800 pés e o resto a 4 mil pés. Em maio de 1951 foram 11 RF-51 danificados e foram ordenados a voar acima de 1.500 pés. A efetividade diminuiu sendo que antes voavam bem baixo até para olhar dentro de janelas, mas a guerra estava estática e não precisavam mais se arriscar. 

No meio de 1952, após cinco RF-51 serem derrubados só operavam 6 mil pés ou mais. Em outubro de 1952 foram proibidos voar abaixo de 8 mil pés a até 27km da MLR. No fim de outubro de 1952 a artilharia antiaérea era tanta que o reconhecimento visual passou para 9 mil pés. Em fevereiro era a 4 mil pés. A eficiência era pouca, mas a capacidade de sobrevivência era alta. Em áreas bem defendidas tinham voar acima de 12 mil pés. A guerrilha no sul também colocava cabos nos vales para pegar os Mustangs. Eram difíceis de ver nas missões de reconhecimento a baixa altitude. 

Os RF-51 podiam atuar como FAC, como os Mosquitos, levando caças até o alvo atrás das linhas, mas a aeronave não era adequada por ser vulnerável. Para detectar veículos camuflados tinham que voar no topo das arvores e o risco de artilharia antiaérea e armas leves era alto. Depois de encontrar alvos iam até as bases para acompanhar os caças após se reabastecerem. Marcavam a posição no mapa e voltavam depois para atacar. Marcavam os alvos com as metralhadoras por não ter foguetes e era uma tarefa difícil. Os pilotos experimentaram levar só munição traçadora para indicar alvos ao invés de uma traçadora em cada quatro tiros, mas era arriscado para os pilotos de reconhecimento no mergulho. O reflexo era grande e colocaram as traçadoras só em duas metralhadoras. Mesmo assim ajudava a orientar a pontaria da artilharia antiaérea.

Os RF-51 também faziam reconhecimento armado, reportando o que encontravam enquanto atacavam os alvos encontrados. Outra tarefa do esquadrão era fazer correção de artilharia para os navios da US Navy. 

Em novembro de 1951 foram iniciadas as missões "Topkick". Era igual a Circle-10 mas eram controladas pelo JOC que já enviavam caças na frente esperando no alto até o RF-51 encontrar um alvo, então aturam como FAC(A). Assim funcionou melhor pois os RF-51 não tinha que se comunicar com o JOC e chamar os caças. No dia 17 de janeiro de 1952 uma missão topkick controlou seis caças F4U contra 30 tanques que foram todos destruídos. 

Em agosto de 1951 a 67th TRW foi deslocada de Taegu para Kimpo mais ao centro diminuindo o tempo de vôo e a distância para atingir o norte. A Ala voava 2-3 vezes mais que uma equivalente da Segunda Guerra Mundial. 

Com os F-84 chegando sobrou mais caças F-80 para apoiar os RF-80 e em agosto de 1952 passaram a receber RF-80 e F-80 nos dois esquadrões, mas os RF-51 continuaram a operar no 45th TRS. O 15th TRS também com o RF-80 para reconhecimento visual e fotográfico. Os F-80 receberam câmeras verticais no nariz. Os RF-80s eram considerados inadequados para a missão, com pouca potência, voavam baixo, usando mapas para navegar, alinhamento para foto era sem assistência. Geralmente outro F-80 ou RF-80 voava atrás e do lado para cobertura contra caças e artilharia antiaérea.

Em junho de 1952 os RF-51 iniciaram a conversão para os RF-80 devido ao desgaste das aeronaves, mas os RF-51 continuaram operando até fim da guerra com as duas aeronaves. Os R/F-51D voavam a partir de Taegu, mas com o recebimento dos RF-80 passaram a operar de Kimpo junto com os outros esquadrões da 67th TRW. Em agosto de 1952 enviaram um destacamento para Seul. 

Em outubro de 1952 testaram o uso do RF-80 e RF-51 como uma equipe, para apoiar o mapeamento fotográfico para o US Army. Como o RF-80 era rápido a imagem podia ficar borrada. Então o RF-51 fazia fotos a baixa altitude e o RF-80 a média de grande altitude. O resultado foi considerado ótimo. O US Army queriam 3.600 fotos por dia, da MLR a até 15 milhas atrás no mínimo ou até o rio Yalu se possível. A tarefa era considerada impossível e tentaram cobrir da MLR até onde fosse possível. 

No fim de 1952 a 67th TRW já fazia fotografia aérea pire e pós ataque, cobria as linhas de suprimentos, fazia fotografia e reconhecimento visual a frente do US Army. As operações de fotografia aérea ia de 15 a 20 milhas a frente do US Army. O reconhecimento visual reportava direto para o FSCC (Fire Support Coordination Center) do US Army. 

Os R/F-51D voaram uma média de 666 saídas por mês. O esquadrão 45th TRS perdeu no total 37 Mustangs e 14 pilotos mortos e seis capturados. A experiência na Coréia resultou no requerimento de um jato de reconhecimento tático para sobreviver as defesas. O jato poderia fugir, ou engajar ou derrotar o inimigo sendo que a ameaça era o MiG-15. A USAF queria dobrar o alcance e adicionar mais 100 MPH e o RF-84F era a resposta.

No começo os RF-80 eram suficientes para as missões de reconhecimento tático pois tinham superioridade aérea no local. Com a ameaça dos MiGs e da artilharia antiaérea aumentando o RF-80 passou a ser limitado. Logo viram que não tinham acompanhado o desenvolvimento dos caças e bombardeiros. Para piorar as câmeras foram projetadas para as aeronaves a hélice e tinham que voar lento para se adequar aos sensores. A missão de fotografia aérea tinha que ser feita mais lentamente e na mesma altitude. Tirar fotos também não era uma tarefa simples. A corrida de foto era reta e nivelada e facilitava o trabalho da artilharia antiaérea.

No dia primeiro de novembro de 1950 um B-26 e um T-6 foram atacados por YAK em Yangsi. Os F-51 próximos foram chamados e derrubaram os Yak. Os RF-80 foram chamados para fotografar uma base próxima e detectou 15 aeronaves. Doze F-80 atacaram a base logo depois. Enquanto isso uma esquadrilha de F-51 era atacada por seis MiG-15 próximo do local que ficou chamado de "Mig Aley". Era um local difícil para os RF-80 trabalharem sem escolta pois não tinha velocidade para fugir sendo 200 MPH mais lento que os MiGs. Operavam no mínimo aos pares com um só de cobertura. Tiveram que usar escolta pesada de F-86 no fim de 1951, mas mesmo assim eram tantos MiGs que podiam passar e atacar. Os MiGs gostavam de atacar os RF-80 pois não tinha armas e sempre evitavam as escoltas de F-86. O RF-80 podia se defender mergulhando e usando a manobrabilidade, mas o consumo aumentava. Em uma ocasião um par de RF-80 mergulhou quando perseguidos e os MiGs foram atrás. Saíram do mergulho bem baixo e os MiGs atingiram o solo, devendo ser estudantes novatos. Foi apenas um RF-80 derrubado com escolta, mas desviava muitas escoltas para a missão. 

No meio de 1951 começaram a estudar um substituto para o RF-80. Primeiro estudaram o uso do RF-84F de asa enflechada, mas não foi entregue. Então converteram dois F-86 para a missão até os RF-84F chegar. A adaptação foi feita no local. O espaço era bem menor e tiveram que tirar duas metralhadoras. A operação do RF-86A iniciou no dia 8 de dezembro de 1951 contra as bases aéreas de Namsi e Taechon. Logo passaram a voar como parte das CAP dos Sabres para despistar. Próximo ao alvo o RF-86A saia da formação, fotografava o e volta direto para Kimpo. 

Com bons resultados iniciaram o projeto Ashtray para modificar mais seis aeronaves com compartimento climatizado e novas câmeras. Alguns tiveram todas as armas retiradas. As fotos frontais eram ótimas mas as verticais tinham problemas com a vibração. A aeronave mostrou ser ideal para sobreviver as ameaças no norte. O RF-86F com câmeras adequadas chegou só no fim da guerra. 

Uma tática usada era a Dicing com o uso de uma câmera obliqua frontal a baixa altitude. Foi muito usada nos reconhecimento de bases aéreas no Yalu sem ter que entrar na China. As missões Dicing eram apenas 3% das missões, mas eram as mais perigosas. Um RF-86A foi derrubado nesta missão, mas era importante nas bases aéreas no Yalu. Foram mais três quedas sem serem causadas pelo inimigo. Na primavera de 1953 os RF-86A foram trocados pelos RF-86F equipados com quatro tanques extras podendo ir mais longe.

A missão do RB-26C era manter as bases aéreas, depósitos de suprimentos, ferrovias e rodovias sobre constante vigilância a noite. Os RB-26C realizavam três tipos de missões de reconhecimento a noite. Uma era seguir uma rota na costa até o centro da península, vindos do leste, oeste ou região central. Se encontrarem sinais de atividade chamavam os B-26 sendo a segunda missão. Os RB-26 permanecem sobre o alvo e depois do ataque fazem avaliação de danos de batalha. A terceira missão era fotografar as bases aéreas atacadas de dias pois podiam ser reparadas rapidamente a noite. As vezes fotografam alvos de outro serviços. Em dezembro de 1952 os B-26 operavam junto com RB-26 contra o trafego nas ferrovias. Os RB-26 identificavam os alvos e lançavam três flares para os B-26 atacarem. 

A 67th TRW também controlava os C-47 firefly a partir de maio de 1951 após iniciarem suas operações em janeiro de 1951 para lançar flares e ajudar a detectar caminhões e trens. Atuavam junto com os RB-26. Uma tática usada uma vez foi usar pregos para furar pneus nas estradas. Depois chamavam os bombardeiros para atacar os caminhões parados. Em uma missão foram 38 caminhões destruídos. As vezes as aeronaves do USMC ajudavam.

Os NAes da TF 77 tiveram que operar aeronaves para reconhecimento tático para apoiar as operações. Visitavam bases aéreas e pontes de quatro em quatro dias e os alvos maiores semanalmente. Depois dos ataques também sobrevoavam os alvos para fazer avaliação dos danos de batalha. Para apoiar as operações de interdição aérea fotografaram as ferrovias para detectar posições de artilharia antiaérea e planejar os ataques. O Banshee mostrou ser a melhor aeronave para fotografia a grande altitude e o Corsair mais baixo. Voar mais alto tirando menos foto mostrou ser melhor. 

Outras missões de reconhecimento meteorológico e o reconhecimento de sinais. O reconhecimento meteorológico é a missão menos apreciada, mas fundamental para operações aéreas. Havia 24 WB-29 de reconhecimento meteorológico no Japão no inicio do conflito. Em agosto de 1951 chegaram os RB-50G para fazer inteligência de sinais (SIGINT). Os especialistas de guerra eletrônica eram apelidados de Raven. O objetivo era estudar a rede de radares russos no local. No fim de de1951 eram cerca de 60-70 radares em operação. Os americanos consideraram que eram usados corretamente. Os operadores sabiam quando estavam sendo monitorados e desligavam. As aeronaves SIGINT tinham que atuar aos pares para triangular a posição dos radares. 

Alguns RB-26C Invader do12th TRS foram equipados com o analisador de sinais de radar AN/APA-64 do P2V4 Neptune no projeto Buster. O objetivo era procurar radares em locais proibidos. As operações foram iniciadas em dezembro de 1951 e até junho de 1953 foram voadas 187 missões de busca radar. 

Os RB-29 fazia reconhecimento para os B-29, mas logo estavam sem alvos a partir de 26 de setembro de 1951 só havia alvos táticos.

O melhor meio de inteligência foram agentes deixados para trás durante o avanço comunista. As fotos da região eram de má qualidade e não tinham bons interpretadores. A inteligência fornecida pelos caças mostrou ser útil. 

No nível de Divisão a inteligência vinha de patrulhas terrestres, unidades na frente de batalha, interrogação de prisioneiros, informações de aeronave ataque e observação, e as vezes documentos capturados. Os interpretes eram escassos ainda mais de Mandarim.

A inteligência humana foi tentada com camponeses locais lançados de pára-quedas ou cruzando as linhas. As baixas era altas e tentaram usar botes. As operações pararam antes da invasão em Inchon pois dai em diante estavam vencendo. O objetivo era ter obter inteligência das intenções e disposição inimiga para preparar as defesas contra as ofensivas. Após a China entrar na guerra fizeram HUMINT com agentes. A inteligência melhorou com a China operando blindados, artilharia e rádios. Para coordenar as operações de HUMINT foi criada em dezembro de 1951 a Combined Command for Reconnaissance Activities, Korea (CCRAK) com 2.100 agentes. A CIA também fazia HUMNT e tinha até mais agentes. No Japão havia muitos simpatizantes da Coréia do Norte e as bases aéreas estavam cercadas de agentes comunistas. 

A invasão chinesa foi feita com muito despistamento, movimento em grande número, sem equipamento pesado, evitando estradas principais, geralmente no escuro. Na secunda fase da ofensiva com 30 Divisões chinesas não esperada. Não pensavam que podiam preparar um ataque e esperavam atacar por ar antes. O reconhecimento tático estava fazendo avaliação de danos de batalha das pontes no Yalu que já tinham sido atravessadas pelas tropas. Os chineses sabiam o horário dos vôos e podiam evitar. Marchavam a noite e não usavam tecnologia detectável como veículos e rádio. O reconhecimento noturno não era bom devido ao mau tempo e terreno. Também não pensaram nas possíveis táticas que usariam e conheciam as táticas de Mao Tse Tung. Inicialmente usaram táticas de engodo para aparecer menor do que eram e depois parecer maior do que eram usando trafego de rádio falso fazendo aparecer ser um milhão de tropas. A Coréia do Norte já tinha usado esta prática contra os japoneses.  

A fase estática virou um briga por colinas. Agora era preciso de muitos comboios para suprir as tropas e rádios para coordenar as ações. Depois o US Army teve que usar muitas patrulhas agressivas para determinar posição e disposição das forças chinesas na frente. Os prisioneiros capturados eram uma fonte importante de informações, mas era difícil de capturar nas trincheiras. Foi reiniciado o programa de lançar agentes atrás das linhas por pára-quedas e depois por barcos. Os agentes faziam um curso de duas semanas para melhorar a qualidade, mas retornar nas linhas ainda era muito perigoso.

Reabastecimento em Vôo na Coréia

Para aumentar o alcance dos caças as opções eram operar da Coréia, o que só era possível inicialmente com os Mustang; construir bases para jatos, o que foi feito posteriormente; tomar pistas mais próximos a frente de batalha o que também foi feito durante o avanço para o norte; decolar do Japão e rearmar e reabastecer na Coréia, o que passou a ser uma opção com bases preparadas para receber jatos e eram poucas para só basear; e atacar a partir do Japão com aeronaves de longo alcance como os B-26 e B-29. Os F-80 tinham que patrulhar usando apenas as metralhadoras trocando armas por combustível.

Atacando a partir do Japão os caças tinham que levar tanques extras no lugar de armas e a autonomia era menor. O F-80 resolveu este problema usando um tanque de combustível maior. 

O alcance do Sabre era maior que o dos MiG-15, mas tinham pouca autonomia quando chegavam no vale do Yalu. O arrasto dos tanques extras diminuía a velocidade máxima em 35-80 km/h dependendo da altitude. Em dezembro de 1950 cerca de 7% dos tanques falharam no alijamento e os pilotos tinham que abortar a missão. Estas falhas estavam mais relacionadas com erros na fabricação, armazenamento e manuseio. Depois congelavam a grande altitude. Com mais fabricantes fazendo tanques, de baixa qualidade, em quantidade o preço diminuiu. Os tanques que atingiram a cauda teve o problema resolvido com uma peça de metal que causava arrsto que forçava a ir para baixo. Os F-86F podiam levar tanques extras de 200 galões contra os de 120 galões anteriores. 

No caso do F-86F o problema era mais complicado pois nos mergulhos de ataque ou encontrando MiGs tinham que alijar os tanque extras. Na operação os pilotos diziam "lá se vai um Cadilac" pois o par custavam US$ 5.000 na época. Para piorar podiam subir e danificar a asa e o tubo de pitot no alijamento. Os F-86F precisavam dos tanques de longo alcance para ir até o Yalu pois não podiam reabastecer em vôo.  

As operações de reabastecimento em vôo seria outra opção para aumentar a persistência nas operações de CAP e CAS. Seria muito útil no inicio da guerra aumentado o alcance dos F-80 operando no Japão e não precisariam levar os Mustangs para a região. As operações de reabastecimento em vôo foram testadas na Coréia com os F-84 do 116th FBW no programa Hight Tide no inicio de 1952 usando aeronaves KC-29P não usadas mais pelo SAC. Usavam sistema "probe and drogue" e a sonda era instaladas nos tanques externos que podiam ser enchidos e não para todos os tanques. A primeira missão foi em 29 de maio de 1952 contra alvos a 500 milhas da base no Japão. O REVO foi feito em Taegu durante a ida. Das 12 aeronaves lançadas nove fizeram REVO e as outras ficaram sem combustível para o REVO e as outras tiveram falhas técnicas. Foram mais outras duas missões realizadas. 

Artilharia Antiaérea

Os três grandes inimigos das aeronaves de CAS e ataque foram a artilharia antiaérea, o mau tempo e as falhas mecânicas. O mau tempo no local era frequente e como voavam muito o desgaste era intenso assim como a fadiga dos pilotos. A artilharia antiaérea era a maior ameaça pois os MiGs apareciam raramente.

Inicialmente a artilharia antiaérea da Coréia do Norte era pouca e não incomodava. No inicio os soldados da Coréia do Norte nem desciam dos caminhões e eram mortos facilmente sem se dispersar. No fim de outubro a Coréia do Norte não mais atuavam de dia com veículos e era difícil para os Mosquitos encontrar alvos.

Com a entrada da China na guerra a artilharia antiaérea crescia e se concentrava cada vez mais, ficando cada vez mais intensa e precisa. A artilharia antiaérea chinesa era muito boa. Contavam até com radar e telemetros ótico no Yalu. Os canhões variavam de metralhadoras de 12,7 mm até canhões de 85 mm. A maioria eram canhões automáticos de 37 mm com teto de 1.500 metros. Havia poucas peças de 85 mm guiadas por radar mas era mais efetivo contra os B-29 menos manobráveis. Foram vistos espoletas de proximidade no fim da guerra mas era pouco efetiva. Os chineses criavam alvos falsos para atrair os caças para armadilhas (flak trap - flak era simplificação de canhão automático em alemão).

As tropas comunistas na frente de combate eram pouco protegidas. Como estavam entrincheiradas eram difíceis de atingir. Então inicialmente a artilharia antiaérea defendia as linhas de comunicações, junções, túneis e alvos mais vulneráveis como ferrovias e pontes onde era mais intensa. Todos tinham defesas e pioravam cada vez mais com o passar da guerra. A área atrás da frente de batalha era chamada de "flak alley". Na frente de batalha a China concentrava sua artilharia antiaérea onde atuaria e seria uma ameaça para as missões de CAS. Em janeiro de 1952 a artilharia antiaérea estava muito intensa e precisa sendo ordenado apenas uma passagem no alvo por piloto. 

Os pilotos de Mustang preferiam realizar as missões de CAS pois se fossem atingidos ainda podiam atingir as linhas amigas e saltar ou fazer um pouso de emergência. Podiam até voltar a pé ou ser resgatado por tropas amigas o que era difícil nas missões de reconhecimento armado. As posições das baterias móveis eram difíceis de detectar, mas as armas leves ainda eram maior ameaça nos ataques dos F-51. Um soldado com fuzil podia derrubar um Mustang com um tiro de sorte. Quando viam que os caças estavam sem tanques de Napalm os soldados não hesitavam em atirar de volta visto que metralhando não podiam matar todos.

O fogo leve de terra era fatal para os Mustang e era intenso. As armas leves eram disparadas sob comando e as "balas de prata" causavam várias baixas além do efeito psicológico. Quando atacados a infantaria da Coréia do Norte deitava com as costas no chão e atiravam para cima. Podiam disparar a frente da aeronave e conseguir atingi-la. Eram tantos tiros que podiam acertar com sorte. O refrigerador do Mustang era muito vulnerável e até a estas táticas.

A tática dos Mustang contra a artilharia antiaérea foi fazer aproximação retangular com o ângulo final até alvo de 30 a 45 graus. A perna base era feita acima de 3 mil pés, para ficar longe o máximo possível e evitar mostrar a direção final do ataque. Faziam curvas com o menor raio possível até o alvo e metralhamento a 300 metros de distância ou 500 metros com foguetes. As bombas eram disparadas a no mínimo 500 metros de recuperação e ângulo de 30 graus. As bombas de Napalm eram disparadas a 15 graus e 300 metros de recuperação atingindo o chão entre 5 a 30 metros antes do alvo. Disparavam as bombas aos pares para evitar assimetria que dificultava as manobras evasivas após o disparo.

Inicialmente voavam o padrão de disparo de estande de tiro e a artilharia antiaérea previa as posições futuras. Passaram a variar a direção de ataque e faziam manobras evasivas constantemente. Se tivessem que atacar o alvo novamente voavam para perto e esperavam cerca de 10 minutos antes de voltar. A artilharia antiaérea geralmente já tinha diminuído a vigilância.

As táticas dos F-80 para diminuir a ação da artilharia antiaérea era atacar no setor menos defendido. Viravam 90 graus em direção ao alvo, esquadrilha por esquadrilha, disparavam a cerca 6 mil pés, com segurança relativa, e fugiam nivelado o mais rápido possível. Em formações de 12 ou mais aeronaves a primeira esquadrilha levava bombas com espoleta VT (de proximidade) para supressão de artilharia antiaérea. As explosões causavam baixas nos artilheiros. Em número menor apenas os dois primeiros jatos levavam bombas com munição VT. A reação dos artilheiros foi se esconder nos primeiros ataques e se concentrar nos últimos. A reação foi colocar espoletas VT nas aeronaves do centro da formação. Os primeiros sempre causavam maior danos nos alvos mesmo.

Voar com teto baixo era perigoso pois a silhueta ficava facilmente visível nas nuvens acima facilita o trabalho da artilharia antiaérea. Voando baixo era para conseguir surpresa, mas podiam avisar a artilharia antiaérea de algum modo e por isso geralmente evitavam esta tática.

A tática chinesa era não atacar as aeronaves de reconhecimento e esperar as aeronaves de ataque para atacar concentrado e de surpresa. Escondiam a artilharia antiaérea em terreno vantajoso. A noite a artilharia antiaérea só atirava após os Mustang atacarem quando estavam subindo para não denunciar a posição. Os B-26 podiam responder com a metralhadora traseira quando saiam do mergulho. Também eram usadas para atacar alvos em terra. 

Com o aumento da artilharia antiaérea passara a fazer supressão para apoiar as missões de CAS. Os caças preferiam usar foguetes na missão. No último mês da guerra faziam supressão de artilharia antiaérea com caças antes dos ataques rotineiramente. Na frente de batalha a artilharia de campanha fazia supressão para os Mosquitos operarem e para apoiar as missões de CAS, mas dava tempo para os artilheiros voltarem para manejar as armas. Passaram a usar táticas de afastar o grupo de ataque, chamar a artilharia com espoleta de proximidade e tempo variável, a até 2.500 metros em volta do alvo, contra as posições de artilharia antiaérea conhecidas. No final do ataque usava munição com fumaça para indicar que acabou o ataque, mas ainda atacavam por mais três minutos até as aeronaves de CAS chegar.

Em outubro de 1951 iniciaram táticas de voar missões em esquadrão e não em esquadrilha. Os esquadrões decolavam em intervalos de 5 minutos e evitava congestionar o alvo. Os primeiros faziam supressão de artilharia antiaérea e depois podiam subir para fazer CAP com a atividade dos MiGs aumentando.

Os B-26 fizeram supressão de artilharia antiaérea nos ataques de B-29 contra a hidrelétrica de Sinuiju. A hidrelétrica ficava na fronteira com a China e os bombardeiros tinham que atacar em paralelo com a fronteira com a artilharia antiaérea posicionada na rota dos B-29. As metralhadoras e e bombas de fragmentação suprimira a artilharia antiaérea e os faróis de busca com sucesso. O ataque dos B-29 foram realizados com sucesso pois atacavam de 5 em 5 minutos com a artilharia podendo se concentrar nos B-29 o que não foi feito. Os seis Invader que realizaram a missão sabiam onde a artilharia antiaérea estava pelas fotos de reconhecimento tiradas antes. Nenhum B-29 foi derrubado.


Um F-80 danificado por cabos entre as montanhas. Uma tática da Coréia do Norte era colocar cabos entre as montanhas entre os alvos. A primeira baixa foi um F-82 assim como vários B-26 a noite durante as missões de interdição noturna. Outra tática não convencional foi colocar luzes no lado de montanhas ao lado de estrada par simular comboio. 

Busca e Salvamento de Combate

A Coréia viu o surgimento das operações de Busca e Salvamento de Resgate (CSAR em inglês) se iniciando de forma improvisada com dezenas de resgates de pilotos derrubados atrás da linha com sucesso, mas a maioria falhava. A operação de helicópteros no TO que viabilizou as operações. Os primeiros resgates eram até pedidos que foram ouvidos por rádio por helicópteros próximos. As aeronaves de caça apareciam para fazer RESCAP  (patrulha de combate de resgate) sem organização. Quando um piloto era derrubado os outros membros faziam RESCAP e uma aeronave ia buscar ajuda. Os outros pilotos da esquadrilha chamavam RESCAP e quem ouvia vinha ajudar. Os pilotos de Mustang preferiam levar combustível extra para ficar mais tempo na área do resgate se fosse necessário.

Depois o Melow podia coordenar a ajudar e o JOC desviava esquadrilhas para fazer RESCAP que tentavam evitar que o piloto derrubado fosse cercado e capturado.  Dependendo da distancia os T-6 Mosquito vinha para coordenar o resgate. Os helicópteros operando próximo também podiam aparecer para ajudar como os do USMC se operassem próximos. 

No mar os SA-16 Albatross faziam resgate com os Mustang na escolta. Submarinos da US Navy faziam CSAR na costa da Coréia (Air-Sea Rescue) nos lugares mais perigosos. Os piloto resgatados custavam a voltar ou só após a patrulha terminar. O Air-Sea Rescue incluía os SB-29 e SB-17 com botes salva vidas lançados de pára-quedas. Os SB-29 seguiam as formações de B-29 e esperava na costa da Coréia para voltarem para a base. No inicio havia 23 SB-17 e quatro SB-29 operando na FEAF.

O equipamento levado pelos pilotos passou a ser considerado como os kits de sobrevivência. Em 1952 os pilotos já tinham rádios de sobrevivência para conversar com os caças acima e helicópteros de resgate. Se um era derrubado os outros logo subiam para chamar ajuda e facilitar as comunicações. Os pilotos no RESCAP contatavam o piloto derrubado, mas para evitar denunciar a posição esperavam a mais de 7 km até encontrar ou chegar o helicóptero de resgate. O RESCAP era melhor se a área estivesse longe de tropas inimigas. Cair próximo da MLR podia ser morte certa se capturado. Um piloto resgatado cita que disparam cerca de 1.500 tiros e não o atingiram enquanto ia de cobertura para outra. 

O pára-quedas amarelo e branco era mais fácil de distinguir onde o piloto caia, principalmente na neve. Os de 40 pés eram para piloto pesado e era todo branco e difícil de ver na neve, mas não feria na queda. Saltar era sempre recomendado pois a artilharia antiaérea percebia a aeronave danificada e tentava ver o que acontecia. Gostavam de atirar nos que tentavam pouso forçado. 

O assento ejetável mostrou ser útil pois as perdas nos saltos provocava muitas perdas por queimaduras em aeronaves pegando fogo, atingir a cauda (decapitado) e pára-quedas que não abriam a baixa altitude a tempo. Os rádios de sobrevivência URC4 permitiam falar até caindo de pára-quedas.
Os caças podiam levar "bombas de sobrevivência" como no caso dos pacotes navais. Outros ficavam em alerta em terra para RESCAP incluindo um com as "bombas de sobrevivência". A "bombas de sobrevivência" leva kits de sobrevivência para ajudar os pilotos derrubados.

No dia 22 de novembro de 1950 um piloto de Mustang foi derrubado 100 km atrás das linhas enquanto atacavam base aérea de Kangye. O piloto foi visto caindo de para quedas em uma floresta e se escondendo. No dia seguinte tentaram chamar um helicóptero e foi ajudado por um T-6 lançando kits de sobrevivência. Depois foi procurado por um Mustang também equipado com tanque com suprimentos, mas sem encontrar o piloto. No terceiro dia os Mustang do esquadrão pousaram em uma base onde havia um helicóptero e "convenceram" a a ir na missão. Tiveram que levar combustível extra internamente devido a distância. Os F-51 fariam escolta. A 10 milhas do local da queda os F-51 foram na frente, mas a 5 milhas antes viram um flare em terra. O helicóptero se aproximou e foi atacado, mas o piloto saiu do mato e agarrou a roda do helicóptero e foi puxado para dentro. Nos dois dias que estava fugindo viu carros de combate escondidos em casas e foram depois atacados e confirmadso. Indicou que as tropas eram chinesas sendo a primeira informação das futuras operações chinesas.  

Em agosto de 1951, foi iniciado a operação RIP - Rail Interdiction Program. A RIP era uma continuação da Strangle que não teve muito sucesso. Os pilotos não gostavam pois a artilharia antiaérea era intensa, mas tinha o programa "pick up" de resgate como 3rd Air Rescue Squadron, que aumentava a sobrevivência. Em dezembro de 1951 as perdas mostraram que os helicópteros de resgate funcionavam e seus tripulantes eram considerados os mais corajosos. 

Os helicópteros de resgate operavam de navios bombardeando a costa, caça minas e outros, bases em terra e NAes. Eram bons para aumentar a moral dos pilotos, mas tinham limitações. O alcance era curto, o equipamento de navegação ruim e os rádios VHF tinham alcance limitado. Nos NAes os "plane guard" pegavam os pilotos rápido se caíssem no mar nas operações de pouso e decolagem, mas a noite ainda precisavam de contratorpedeiros para resgate. Os pilotos de aeronaves danificados iam para o mar tentar saltar. A ONU controlava o mar tinham mais chances de serem resgatados.


Voltar ao Sistemas de Armas


2008 ©Sistemas de Armas
Site criado e mantido por Fabio Castro

 
     Opinião

  FórumDê a sua opinião sobre os assuntos mostrados no Sistemas de Armas
  Assine a lista para receber informações sobre atualizações e participar das discussões enviando um email
  em branco para sistemasarmas-subscribe@yahoogrupos.com.br